quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Carta de uma mãe à comunidade escolar

"Carta Aberta à Comunidade Escolar

Eu, Ana Cristina Ferreira, encarregada de educação da aluna Mariana Ferreira, bem colocada no 8º C, torno pública a minha insatisfação com a constituição das turmas do 8º ano da EB2,3/S Pedro Ferreiro, Ferreira do Zêzere.
O meu descontentamento não se dirige, em primeiro lugar, à descabida medida do Ministério da Educação que, este ano, só admite uma turma com número de alunos irregular, ou seja número de alunos reduzido, mas sim à direcção da escola que, perante essa obrigatoriedade, fez a pior escolha.
É difícil compreender que esta escola pública não tenha seguido os três maiores princípios que a devem nortear : o princípio do equilíbrio, da justiça e do sucesso escolar dos alunos.
Peço desculpa pela dureza das palavras, mas é o que sinto, pois, hoje, na escola, não me souberam esclarecer devidamente.
Se é difícil assimilar que haja uma turma com dezassete alunos ( 8º D ) e outra com vinte e seis alunos ( 8º C ), a incompreensão aumenta quando se constata que se preferiu sobrecarregar, com mais alunos, precisamente a turma que, no cômputo geral, apresenta mais dificuldades de aprendizagem e mais casos de indisciplina.
Note-se que nem o 8ºC, nem o 8ºD são turmas de currículos alternativos. 
Estou obviamente preocupada com o sucesso escolar da minha educanda, uma aluna de nível cinco a praticamente todas as disciplinas, mas igualmente preocupada com os colegas e professores da minha filha que, logo à partida, vão ter dificuldades acrescidas. Nas mesmas circunstâncias, nunca é bom estar em desigualdade. É como iniciar a corrida com uma perna partida.
Foi-me sugerido e, certamente a outros encarregados de educação, que fizesse um pedido de mudança de turma. Não o vou fazer : o que me move não é resolver o problema da minha filha, mas um desejo ou de equilíbrio ou de justiça.
A minha filha está no 8º C, vinda do 7º C. Já conhece os colegas e deles é amiga.
Se, de acordo com a diretora da escola e por imposição do Ministério tem de haver uma turma com vinte e seis alunos, essa turma deveria ser, por justiça, o 8º D. Era mais justo e mais fácil, pois, há nove alunos que estão, agora, na turma da minha filha ( 8º C ) que, no passado ano letivo, frequentaram o 7ºD. Por uma questão de lógica esses nove alunos deveriam estar colocados no 8ºD e não no 8º C. O que fizeram esses alunos para serem afastados do grupo que já conhecem ? Estarão satisfeitos com o que lhes fizeram ? 

Se se fizesse regressar ao 8ºD, os nove alunos que eram do 7ºD, as turmas seriam assim : 8ºA - 10 alunos, 8ºB - 23 alunos, 8ºC - 17 alunos e 8º D - 26 alunos.

Ora eu não desejo que a turma da minha filha seja beneficiada e que fique apenas com dezassete alunos. Contestaria esse desequilíbrio com a mesma convicção que estou agora a contestar vinte e seis alunos. E é aqui que as minhas críticas vão para o Ministério. Se a turma do 8ºC ficar com vinte e três alunos ( faz-se regressar às origens cinco alunos ) e a turma do 8º D ficar com vinte e dois alunos, isso significa mais despesa para o Ministério ? O número de professores não será o mesmo ?

Também não estou aqui a brincar às turmas, sei que é muito difícil fazê-las. Envio os meus parabéns a todos os professores que chamam a si essa tarefa.

MAS SOBRETUDO NÃO BRINQUEM COM O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS, AINDA É POSSÍVEL CORRIGIR ESTE ERRO GRAVÍSSIMO. 

ACORDEM ! VEJAM PORMENORES QUE NÃO QUERO FOCAR AQUI ! PARTILHEM E RECLAMEM."