segunda-feira, 9 de abril de 2012

Jovens Ferreirenses Exemplares - Celso Alves

São jovens estudantes ferreirenses. Lutadores, empenhados e dedicados ao estudo, para conseguir um lugar no competitivo e cada vez mais escasso mundo do trabalho, onde só vence quem é realmente bom.
Este trabalho foi pensado para que possa servir de inspiração e exemplo aos jovens que se preparam para entrar na universidade.
Se conhecerem casos exemplares mandem email para: regiaodozezere@gmail.com



Nome: Celso Alves
Idade: 24 anos
Como foi o teu percurso académico inicial?
Escola primária de Ferreira do Zêzere
Escola Secundária – Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere
Como eram as tuas notas?
Nunca fui um aluno de excelência é uma realidade, mas sempre tirei boas notas. Encarei os estudos como uma mais-valia para o futuro e com o pensamento que aquele era o meu “trabalho”, tinha o dever e a responsabilidade de me esforçar.
Quais as disciplinas preferidas?
As ciências e a história desde de muito cedo me começaram a fascinar, sendo as minhas disciplinas preferidas a Biologia e a História e Geografia de Portugal.
Como está a ser o teu percurso no ensino superior?
Em 2006 entrei no Curso de Biologia Marinha e Biotecnologia da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, um campus pertencente ao Instituto Politécnico de Leiria, acabando a licenciatura em 2009. No último ano de licenciatura participei no Prémio Universitário Lotaçor (2008/2009), sendo o meu grupo de trabalho o vencedor com o projeto “Algelo”. No ano seguinte devido ao meu desempenho escolar obtive uma bolsa de estudo por mérito atribuída pelo Instituto Politécnico de Leiria.

 Entrega do Prémio Universitário Lotaçor, 1º Edição, Ponta Delgada, Açores: Inês Rodrigues, Hugo Monteiro, Celso Alves, Ernesto Araújo, Doutor Rui pedrosa
Num mercado tão competitivo a formação torna-se um factor imprescindível, deste modo decidi no ano lectivo seguinte entrar no mestrado em Biotecnologia dos Recursos Marinhos, o qual terminou com a defesa da tese no último mês de Dezembro intitulada por “Avaliação da capacidade citotóxica de macroalgas da costa de Peniche (Portugal) em células tumorais humanas”.
 Como escolheste o curso superior?
A escolha do curso tratou-se de uma paixão pelos mamíferos marinhos, nomeadamente os golfinhos e as baleias, contudo com o passar tempo desenvolvi o gosto pela investigação, um trabalho na sua maioria desenvolvido em laboratório. Trata-se de um desafio constante, nunca sabemos o que podemos “encontrar” e cada dia é um dia diferente, não existe uma rotina, sendo um trabalho altamente motivador.
Faz parte de um sonho? Uma vocação natural?
Não se trata nem de um sonho nem de uma vocação natural, mas sim de um percurso que trilhei ao longo dos últimos anos, durante os quais tive de fazer algumas escolhas, de acordo com os meus objetivos e as minhas preferências.   
Quais os teus objetivos?
Actualmente faço Investigação na Escola Superior de Tecnologia do Mar na área da Biotecnologia Marinha, mais propriamente na pesquisa de novas moléculas com potencial farmacológico a partir de macroalgas. De facto a investigação é algo que me motiva bastante, o meu futuro mais próximo provavelmente passará pela realização de um Doutoramento na área da biomedicina. Além de estar associado a investigação, pretendo um dia poder trabalhar na área do ensino de modo a poder transmitir o conhecimento que adquir ao longo dos anos. 
Que conselhos darias aos nossos jovens que ainda estão no ensino secundário?
As vezes não se dá a devida importância ao secundário, no entanto trata-se de uma etapa crucial para vida de cada um. Trata-se do momento é que se começa a tomar decisões que de algum modo definem o nosso futuro. Por isso não se deixem de aplicar, existe tempo para tudo, estudar, divertir, namorar e trabalhar é tudo uma questão de organização e de vontade. Seguir o ensino superior, caso seja possível deve ser uma opção, uma vez que num mercado cada vez mais competitivo a formação torna-se um factor de selecção. Na hora de escolher não olhem apenas para aquilo que dá mais garantias “salariais”, mas sim para aquilo que realmente gostam. Porque além do dinheiro o mais importante é uma pessoa sentir-se feliz e realizada no seu trabalho.